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27 December DÊ FRUTOS ONDE FOR SEMEADOTales Messias
Tempos atrás recebi um e-mail onde continha várias frases. Algumas delas me chamaram atenção: Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar Não espere um sorriso para ser gentil; Não espere ser amado para amar; Não espere ficar sozinho para reconhecer o amor de quem está ao seu lado; Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante para você; Não espere a queda para lembrar-se do conselho; Não espere a enfermidade para saber quão frágil é a vida; Não espere por pessoas perfeitas para então se apaixonar; Não espere a mágoa para pedir perdão; Não espere a separação para buscar a reconciliação; Não espere ter dinheiro aos montes para então contribuir; Não espere elogios para acreditar em si mesmo.
Hoje, às vésperas de um novo ano, época em que geralmente nos auto-avaliamos, parei para pensar. Pensar em mim. Pensar nos outros. Pensar em amigos. Pensar no mundo. Avaliar a vida. Minha vida. Vida de amigos e familiares que, diretamente ou indiretamente, acabam por afetar minha própria vida e emoções. Por isso, talvez, o Saint-Exupéry escreveu que “somos responsáveis por quem cativamos”.
Nesses pensamentos...enumerei desejos...anseios pra mim, para os meus e para o mundo.
E a primeira conclusão desafiadora que desejo é: Quero dar frutos onde for semeado !
Temos uma tendência, doentia. Ou melhor, temos algumas tendências doentias em nossa vida: 1) Esquecer-se de anteriores tempos ruins – Temos a péssima tendência de, pouco a pouco, irmos nos esquecendo...lentamente...de tempos passados e que foram muito difíceis. Não é incomum ouvirmos pessoas queixando-se de outras afirmando: “Fulano é uma pessoa muito ingrata. Ajudei ele a vida toda, quando ele não tinha nada. E nem era ninguém. Hoje sequer ele olha pra mim”. Geralmente são pessoas que foram imensamente ajudadas mas, posteriormente, consideram seu crescimento unicamente fruto de seus próprios méritos. Começa a acreditar que os avanços são pagamento justo por suas próprias virtudes. Ledo engano. Outras vezes vejo pessoas extremante felizes, motivadas, pois conseguiram um novo relacionamento ou trabalho. Meses depois, esquecendo-se do antigo tempo de solidão ou desemprego, estão completamente desmotivadas e sem nenhum interesse inovador em seu trabalho. Falta comprometimento, criatividade renovada diariamente.
2) Esquecer-se de anteriores tempos melhores – É um problema diferente do anterior. Neste, temos a tendência à acomodação. E, pior, ao pessimismo. Esquecemo-nos de que, em tempos atrás, já obtivemos sucesso em alguma área. Esquecemo-nos de que, anteriormente, já tivemos tempos de imensa paixão e paz em nossos relacionamentos. Se um dia houve bons tempos, então significa que quando os tempos ruins chegarem precisaremos olhar para trás. Não como saudosismo, mas como lembrança de que podemos voltar a ter dias melhores. Seja em qual área for ! Quando estamos ensinando nossos filhos a andarem, não ficamos amedrontando-as sobre as quedas que poderão sofrer. Não ! Ficamos estimulando elas e, quando conseguem dar um passo apenas, gritamos e comemoramos a fim de que o único passo seja lembrado e sirva de estímulo aos outros. Mesmo que logo após o primeiro passo venha uma queda. Anos depois ela estará correndo !
3) Tendência ao comodismo – Diz Gandhi: “Se queres fazer História, não deves repeti-la”. Peço a Deus que nunca me torne um tradicionalista. Cultuando o que já vivi e o que já conquistei. Quero ser sempre contemporâneo! Quero estar falando e vivendo em meu tempo e para o meu tempo. Inovar-se. Ampliar-se. Ir além. Mais um pouco, cada dia. Não quero olhar para meu casamento e achar que ele já está no nível que deveria estar. Não quero olhar para minha casa, para meu trabalho, para minha função, para minha filha e achar que já alcançamos tudo o que gostaríamos e que agora cabe apenas a manutenção de meu quadro social. Não. Quero me negar a isso a cada dia. Quero buscar mais sempre: espiritualmente, financeiramente, individualmente, na vida familiar, profissional, emocional, social e intelectual. A estagnação causa apodrecimento, tal qual água parada.
4) Tendência ao medo – Diante dos obstáculos, quero aprender a contorná-los. É outra lição que podemos aprender com a água. Esta não se detém diante dos obstáculos mas apenas os contorna e continua seu caminho. O medo geralmente é causado por lembranças e experiências negativas na vida. Diante disso, cultivamos o medo de novamente voltarmos a sofrer as mesmas dores. É uma defesa natural da vida. Quero ir de encontro a esse medo. Mesmo que haja o risco de sofrer as mesmas dores. Com isso, quero perdoar meus amigos que me magoaram e traíram e que me deixaram sozinho diante das dores. Quero perdoá-los mesmo que novamente eu corra o risco de ser abandonado. Quero lançar-me em novos projetos no trabalho mesmo que minhas inovações sejam reprovadas. Mas, como disse Ford: “Há dois tipos de funcionários que as empresas não precisam: os que não fazem aquilo que se manda fazer e os que só fazem aquilo que se manda fazer”. Por isso, mesmo com risco da frustração, da dor e da reprovação, quero ir além do que está posto na minha frente.
Por fim, quero ser grato pelo que tenho hoje em minhas mãos. Mesmo achando que pode-se ir além. Quero olhar pra minha família – com olhar grato – mas buscar ser melhor marido e pai do que já fui até hoje. Quero olhar para meu trabalho – com imensa gratidão - mas quero, dia - a – dia, motivar-me mais. Auto-motivação. Mesmo que às vezes o desânimo e a desmotivação me tendenciem a andar a “passos de tartaruga”. Nesses dias, quero procurar um lugar, no trabalho, sozinho – com Deus – para que eu traga a minha mente as verdades ditas acima (que já tive tempos piores, que posso ir além do que já fui até hoje, que sou grato pelo que tenho até aqui). Quero olhar para minha saúde e, mesmo grato, quero perceber aquilo que posso mudar e melhorar. Enfim, olhar como um todo para todas as nuances que me envolvem e, com coração agradecido, motivar-me a caminhar em caminho novo e mais além do que já trilhado até aqui.
Num tempo de imensas e velozes mudanças quero cultivar esse espírito em mim: gratidão e inconformismo. Grato pelo que sou e tenho. Desejo de ir além.
Desejo isso pra mim, pra minha família, para meus amigos e para o mundo. Pois ainda não somos tudo aquilo que deveríamos e poderíamos ser, mesmo com todo o conhecimento disponível, tecnologia e civilidade. Gratidão e inconformismo: minha oração. 23 December SEJA BEM-VINDO 2007Tales Messias
Há anos que nos despedimos sem que ele nos cause grandes saudades. Simplesmente passam. Outros anos, temos imensa vontade de que eles passem logo. E que consigam ir embora sem deixar nenhum resquício em nossa vida. Isso desejei para 2005 e 2006. Outros, porém, simplesmente não passam. Não vão embora. Deixam profundas e marcantes transformações. Conseguem eternizar-se. Assim foi 2007.
Digo isso não para causar constrangimentos e emoções negativas naqueles que consideram 2007 como um ano desgraçadamente ruim.
Reflito nisso, apenas como testemunho de que há anos que terminamos como quem sonha:
- 2007 foi um ano de reconstrução. Reconstrução familiar. Após dois anos de imensos gemidos na alma, saudades de minha filha, vácuos internos deixados pela ausência de minha esposa, terminamos o ano de forma inusitadamente desejada: em família. Deus - Aquele que reconstrói dos restos, Aquele que traz organização do caos, Aquele que traz vida nos últimos suspiros, Aquele que ilumina dissipando trevas – fez isso em minha família. - 2007 foi um ano de auto-conhecimento. Após tantas crises – os mais íntimos as conheceram – é impossível que saiamos delas sem que nos conheçamos melhor. Impossível não nos vermos diante de tantas falências. Um mergulho em nossa própria alma só é possível quando nos desvencilhamos de tudo o que nos atrai para a popularidade, de tudo o que faz nossos olhos vibrarem por elogios. Só conseguimos nos enxergar quando saímos de trás de nossas proteções construídas: títulos, aplausos, poder, dinheiro em abundância. Só nos vemos quando precisamos olhar para o chão, desfalecidos diante de falências múltiplas. Só assim, humildes, sentimos brotar em nós um varrimento interno, um “desfragmentador de disco” que começa a varrer todos os espaços mentais, em busca de nós mesmos, de funcionamentos defeituosos em nossa alma, em busca de quem somos, do que pensamos, do que cremos, do que Deus projetou para nós. Sem nenhuma, nenhuma mesmo, influência de instituição alguma. Geralmente castradora e manipuladora. - 2007 foi um ano de solidão inicial. Mais um. Após anos de popularidade. 2007 – como o foram 2005 e 2006 – começou sendo um ano de imensa solidão. Onde os “amigos” continuaram distantes. Ausentes e nulos. Como é próprio de qualquer amizade forjada em meio a eventos, movimentos e ativismos. Em meio a crises, essas amizades mostram-se apenas extremamente preocupadas em preservar as já citadas instituições. Sejam estas religiosas ou sociais. Qualquer instituição humana por sofrer de um mal chamado “auto-preservação” apenas enfrenta crises institucionais. Ai dos que se dedicam exageradamente a estas. Nos dias de crise pessoal, as enfrentarão sozinhos. Mas, como disse, 2007 foi um ano inicialmente solitário. Pois, alguns bons amigos surgiram. Outros retornaram. E como enchem nossa alma após anos de imensa solidão! - 2007 foi um ano de reinício ministerial. Tem sido um grande prazer estar numa igreja novamente. Com enormes diferenças, com instransponíveis vales. Mesmo assim, sendo tão diferentes, têm abençoado minha alma e vida. Como é bom sentir-se amado e acolhido por diferentes. Como é bom sentir-se amado por comunidade tão plural e diversa. - 2007 foi um ano onde relacionar-se com Deus não significou mais relacionar-se com igreja alguma. Houve um divórcio definitivo deste conceito. Despedi-me, a dois anos, de uma comunidade extremamente doentia, com liderança imensamente moralista. O fantasma desta demora a ser expulso. Hoje, em família, continuamos valorizando igreja, mas não outorgamos a ela o papel de juízes, nem aos líderes o papel de sacerdotes. Somos livres em Deus e para Deus. A Graça dEle nos acolhe e nos transforma. Apenas a Graça dEle. Nada mais. Apenas Ele. Pessoa alguma mais.
- 2007 foi um ano de imensos detalhes especiais: - Minha filhinha entrou na escolinha. E se desenvolveu muito bem. Que prazer vê-la, pequenininha, de roupa escolar; - Minha esposa terminou duas especializações e uma pós-graduação, além de ser aprovada em Concurso Público; - Saúde perfeita de meus pais, irmãos e cunhadas; - Imensas e felizes transformações em minha vida profissional; - Cuidado de Deus tão perto, tão visível em tão grandes livramentos; - Reconciliações, perdões, ódio dissipado. Desejo de amar a Deus e desejo de amar as pessoas. De doar-se a elas. - Minha sobrinha linda-Lídia começando a andar e falar.
Há tantas coisas. Muitas. Inúmeras. Registradas docemente pelo Espírito em nossas almas. Isso tudo, conjuntamente, cooperou para nosso bem. Por isso, não me despeço de 2007. Nunca mais. Os ensinos, os choros transformados em dança, a pedagogia sutil em todo o ano comprovando que Deus continua presente em nossa história, é que faz com que esse ano tenha sido, com imensa certeza, o primeiro ano do resto de nossas vidas.
Bem-vindo 2007. Se 2008 conseguir ser um pouco pior do que você, será ainda assim um grande ano. Não tenho pretensões de ter vários 2007’s. Esse foi um ano incomum. Distinto. Um marco.
Bem-vindo 2007 à minha história. 2008, lhe desejo paz, saúde, trabalho, reflexões, bons livros lidos, amor distribuído, amizades novas – e sinceras daqui pra frente – menos desigualdade social, mais justiça social, mais solidariedade, mais desejo de Deus – não de religião apenas – e, claro, que no mínimo você consiga ser mantenedor do que 2007 conseguiu fazer (Leia-se Deus conseguiu fazer!). Se assim for, será um ano maravilhoso. Bem-vindo eterno 2007. Também 2008. 10 December A IGREJA SUBVERSIVA E CLANDESTINA CONTINUA CRESCENDOCarlos Bregantim Todos os dias, recebo noticias e testemunhos de cristãos que estão se reunindo, se encontrando fora dos chamados guetos evangélicos, católicos ou, fora do sistema religioso institucionalizado. Há uma igreja clandestina crescendo. Nas estatísticas oficiais, eles são designados de “os sem igreja” Cristãos se encontrando informalmente para estudar e reler o evangelho de Jesus. Cristãos se reunindo para orar. Cristãos se encontrando para desenvolverem projetos sociais. Cristãos que se cansaram de defender as cores de suas denominações ou grupos religiosos, muitos, às vezes, sectários, radicais, inflexíveis. Cristãos feridos pelo sistema religioso que estão encontrando cura no serviço cristão. Cristãos se voluntariando em hospitais, asilos, creches, cadeias, favelas e em ONGS sérias que visam o bem da humanidade em todos os seus aspectos e necessidades.. Cristãos encontrando comunhão saudável em lugares os mais diversos. Cristãos se envolvendo em causas justas, não importando quem as iniciou, isto é, de quem foi a idéia. Cristãos cobeligerando em nome da paz, da justiça, do bem comum. Cristãos sendo apenas cristãos e não religiosos. Sabe-se que em paises ainda repressivos, esta igreja clandestina, subversiva cresce. Cresce nos porões e misturada no meio do povo e em ações comunitárias absolutamente relevantes. É impossível enumerar os cristãos que dizem estarem melhor fora dos seus guetos religiosos. Confesso que noutros tempos isso me angustiava, mas, hoje, hoje não. Por conta do que se tornou o chamado “mercado religioso”, hoje, confesso, prefiro ver o engajamento de muitos cristãos em movimentos comuns, de rua, de curtiços, das favelas, de sem terra e sem tetos. Movimentos em favor da ética. Movimentos em favor da ecologia pensando no aquecimento global e no bem estar do mundo. Gosto de saber que há meninos e meninas se encontrando em lugares públicos para ler o evangelho, orar e desenvolver amizades espirituais. Gosto desta clandestinidade. Gosto desta subversidade. Gosto do sal diluído no meio da multidão. Gosto da luz em lugares que antes eram só trevas. Hoje, quando ouço os reclamos do interminável contingente de pessoas, queixando-se dos males que estão sofrendo em seus sistemas religiosos, em seus guetos evangélicos, em seus modelos de espiritualidades, confesso, não consigo mais encoraja-los a ficar ali. Erncorajo-os a encontrarem outros irmãos e se reunirem em algum lugar e ali celebrarem a fé, a amizade, o amor, a solidariedade, ler o evangelho e buscar interpreta-lo e traduzi-lo pra vida. Não consigo e nem quero mais participar de rodas em que o tema é os que estão explorando a boa fé de muitos. Cansei disto. Não tenho animo para insistir em denuncia-los, até porque a imprensa já o faz diariamente tal o tamanho deste quadro que chega ser tragico. O ministério publico tem feito. Na verdade, a maioria das situações denunciadas são casos de policia e muitos estão sendo investigados, processados e presos. Acho que este é o caminho melhor, isto é, denuncia-los à justiça e deixar que esta os enquadre conforme as conclusões judiciais. Penso que aos cristãos cabe apenas serem cristãos. Quem disse que era pra ser assim? Qual a instituição religiosa que Jesus organizou? Segundo o que entendo no evangelho, não há mais lugar santo, nem dia santo, nem púlpito santo, nem encontros santos. Não há mais o clero que intermediava entre o homem e Deus. O véu do templo se rasgou e não apenas nós podemos chegar lá mas a Glória do Eterno vazou para nós. Creio nesta igreja clandestina, subversiva, invisível, diluída no meio das pessoas. Creio nestes encontros simples. Creio nestas reuniões extra-oficiais. Hoje, não há porque ficar aprisionado a um sistema religioso que sobrecarrega seus adeptos com cargas insuportáveis de dogmas, maldições, chantagens, coerção, pressões psicológicas, que espalham o medo, o terror. Minha palavra aos que reclamam disto é, porque você continua lá? O que te prende? Deus não é. E se Deus não é, quem é? Ou é o poder de persuasão de homens e mulheres que exercem tal domínio sobre muitos ou é de outra origem que nem quero aqui citar. Quero fazer parte desta igreja que cresce na clandestinidade, na subversidade, no anonimato, no meio do povo. Quero fazer parte desta igreja que se espalha, se dilui, e, como água, penetra os lugares impenetráveis. Quero essa igreja, que não tem sede e nem utensílios caros e muito menos um clero ditando o que deve ou não ser feito. A resposta aos exploradores de almas e de bolsos será dada quando os cristãos deixarem de alimenta-los, sustenta-los, enriquece-los, paparica-los, louva-los, exalta-los, ovaciona-los. Parem de contribuir para seus projetos megalomaníacos de construir suas torres. Contribua com aqueles que, se você, seus filhos, seus pais e amigos estiverem num hospital, eles irão visita-los. Contribua com os que visitam os presos em cadeias. Contribua com os que estão militando entre os necessitados e você sabe seus nomes, conhece suas famílias. Sabe onde moram. Pare de contribuir com os que estão construindo mansões. Pare de contribuir com os que vivem voando pelos ares em seus jatos particulares. Parem de contribuir com aqueles que tem motoristas particulares e carros impostados pagos a preço de ouro e com as ofertas de gente simples. Pare de contribuir com aqueles que só usam roupas de marca. Contribua com os que estão aconselhando seus filhos pessoalmente. Conhece-os pelos nomes. Contribua com aqueles que você pode ligar de madrugada e eles os atendem. Contribua com aqueles que você sabe o numero do celular e quando você liga, eles atendem. Contribua com aqueles que lhes respondem os e-mails. Contribua com aqueles que te atendem em horas de desespero. Contribua com aqueles que foram nos funerais de seus familiares e choraram com você e sua família. Contribua com homens e mulheres que você já chegou perto e viu, testemunhou que são seres humanos normais. Não contribua com semi-deuses. Contribua com aqueles que você pode tratar pelo primeiro nome. Tenho pra mim que esta é a melhor forma de denunciar e destronar estes que vivem da miséria de tantos. Se você faz parte de um pequeno grupo, uma pequena comunidade onde você é tratado com dignidade, pelo nome e o que ali é ensinado e feito, todos sabem e nada esta debaixo dos tapetes, fique ai e contribua com seus recursos. Não contribua pra manter programas de radio e televisão de ninguém a não ser que você tenha absoluta certeza que seus recursos de fato estão sendo investidos de maneira correta. Contribua com aqueles a quem você tem acesso. Contribua com os que te ouvem. Contribua com os que te atendem. Contribua com gente que tem ouvidos e sensibilidade para com você e os seus próximos. É por isto que creio nesta igreja clandestina, subversiva, pois, ela pode não ser conhecida da mídia, mas, é conhecida nas ruas, nas favelas, nos guetos, nos hospitais, nos asilos, nas creches, nas escolas, nas cadeias, nas unidades da Febem, e em tantos outros lugares. Oro pra que esta igreja cresça. Oro pra que milhares de pequenos grupos sejam constituídos. Oro para que os movimentos como Caminho da Graça e outros nunca se institucionalizem a ponto de se tornarem tão pesados que não consigam mais atender as pessoas. Oro, oro mesmo, pra que Jesus seja visto e conhecido em lugares simples, em encontros simples, no meio de gente simples e ali, Ele cure, restaure, reconcilie, reconstrua, salve, ressuscite, enfim, que Ele faça aquilo que só Ele pode fazer. Creio nesta igreja. Com carinho. Carlos Bregantim |
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