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    29 May

    PENSAMENTO SOBRE A HUMANIDADE

    Tales Messias 


                
    "Sorrir. Quando a dor te torturar. E a saudade atormentar. Os teus
                              dias tristonhos, vazios
                  Sorrir. Quanto tudo terminar. Quando nada mais restar. Do teu sonho  

                              encantador
                  Sorrir. Quando o sol perder a luz. E sentires uma cruz. Nos teus
                             ombros cansados, doloridos
                 Sorrir. Vai mentindo a tua dor. E ao notar que tu sorris.Todo mundo irá supor
                            Que és feliz" (Djavan)

    Desde cedo somos instados a mentir: "não chore. Homem não chora". Na
    adolescência fingimos ser os outros, nos travestimos de nossos amigos
    populares, de artistas e buscamos ser o que gostaríamos. No trabalho,
    lotam as empresas de funcionários que fingem ser eficientes quando
    diante de seus superiores. Se vamos às igrejas, mentirosamente pregam
    que não sofrem e prosperam aqueles que amam a Deus. O Filho DEle foi
    chamado de servo e de sofredor.

    O mundo, a sociedade, com suas convenções e instituições, rejeita o
    sofrimento humano. Rejeita os males externos bem como os internos.
    Esses últimos, além de evitado é, também, negado. Cobramos nos outros
    aquilo que em essência somos. Dói enxergar nossos próprios defeitos,
    mesmo que eles venham espelhados nos outros. Por isso, afirmou o
    filósofo Sêneca "Os males de que foges estão em ti".

    Nos irritamos com quem amamos pois queremos que eles não repitam
    nossos defeitos que já nos aborrecem tanto. Surramos nossos filhos
    pois não queremos que eles nos repitam. Demitimos nossos funcionários
    pois eles não nos complementam, são incompetentes... nas mesmas coisas
    que nós. Temos ciúmes, pois tememos que os outros façam o que fazemos.

    Com isso, com o treino diário da vida, vamos nos escondendo.
    Valorizamos ser críticos para afastarmos nossos piores fantasmas. Não
    elogiamos pois seria aceitar o outro melhor do que nós em áreas
    diversas.

    Somos mentirosos. Conosco mesmos. Somos fingidos. Com nossa própria
    alma. Tentamos nos convencer que somos melhores do que o espelho teima
    em mostrar.

    Buscamos cólo, mas demonstramos altivez. "Rimos, pra não chorar". Não
    sou a favor de uma tristeza contínua. Defendo uma alegria sincera.
    Defendo uma maturidade sadia, provinda não de uma vida com títulos,
    diplomas e uma boa conta bancária. Marcas do que afirmamos ser um
    "vencedor". Mas, uma maturidade de alguém que sensível ficou pois
    coragem teve de enxergar a si mesmo. E chorou por se ver. E
    amargurou-se por se reconhecer. E angustiou-se por sua imagem. Mas,
    docilidade, gentileza e sensibillidade brotaram pois se vê um igual
    agora. Vê no outro a imagem de si. E constrói-se a partir da imagem de
    quem é o outro.

    A vida: poço de surpresas. Excelentes por vezes (como a sobrevivência
    de minha filha que teimou em ir-se por um momento, logo no nascimento. Mas, por bondade divina está conosco).

    Outras...
    doloridas e emudecedoras. Que nos levam à perplexidade e prostrados
    ficamos.

    Nesse mistério, em nossa história, peregrinamos. Resta-nos a
    continuidade do fingimento aplaudido pela sociedade. Ou, para nós
    primeiramente, nos buscarmos, irmos atrás de nós mesmos, e, ao menos
    pra nós, deixar nossa imagem real surgir. A partir disso, deixar como
    legado para nossos filhos a sinceridade, a transparência, a
    auto-aceitação e a busca contínua por, reconhecendo quem somos,
    buscarmos ser quem ainda não somos.

     

    22 May

    O Logos de Heráclito e Jesus, o Logos do apóstolo

    Tales Messias

     

     

    Heráclito era um filósofo que viveu nos anos 540 a 480 a.c. Nasceu em Éfeso, na Ásia Menor. Uma de suas teorias interessantes é que ele chamava a atenção para o fato de que o mundo está impregnado por constantes opostos. Segundo Heráclito, se nunca ficássemos doentes, não saberíamos o que significa saúde. Se nunca tivéssemos fome não experimentaríamos a agradável sensação de sacia-la depois de uma refeição. Se nunca houvesse guerras, não saberíamos o valor da paz, e se nunca houvesse inverno não poderíamos assistir à chegada da primavera.

     

    Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo, dizia Heráclito. Sem a constante interação dos opostos o mundo deixaria de existir.

     

    Muito dessa idéia influencia nossa vida hoje. Por isso, regularmente, ouvimos as pessoas dizerem: “Só se dá valor a alguma coisa, quando a perdemos”; ou quando ainda dizemos que há mais harmonia numa relação entre opostos e, por isso, “os opostos se atraem”.

     

    Essas idéias também influenciaram o mundo naquela época. A filosofia grega alcançou o mundo e disseminou o “pensar grego” por todo lugar. Isto incluía o mundo bíblico do Novo Testamento.

     

    Havia uma discussão filosófica, da época dos filósofos pré-socráticos, que girava em torno da questão “De onde surgiu tudo? Qual o material subjacente que servia de origem pra tudo o mais?”

     

    Para Heráclito, esta “alguma coisa” que era subjacente a tudo chamava-se “Deus” ou “logos”. Ele via que em todas as transformações e opostos da natureza havia uma unidade, um todo. Mas, “Deus” ou “logos”, era a base fundamental de tudo isso. Só que o “Deus” não se referia nem ao Deus dos judeus e nem aos deuses da mitologia grega.

    Logos, para ele, era a “razão”. Ou seja, havia, para Heráclito, uma “razão universal” que regia o pensamento humano mesmo quando eles não pensavam de forma igual e que dirigia os fenômenos naturais.

     

    Essa idéia filosófica era comum, divulgada e debatida na época de Jesus e seus discípulos. Por essa razão, talvez, de forma extremamente inteligente e pertinente, o apóstolo João começa seu evangelho afirmando:

    “No princípio era o logos - logos - (o verbo). E o logos estava com Deus. E o logos era Deus... Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.1-3)

     

    João, então, conhecendo a teoria de Heráclito, começou a exposição do evangelho a partir dela. Não demonizou a filosofia grega. Não rejeitou por completo. Soube expôr o evangelho a partir da cultura vigente. Ampliou-a, porém. Afirmou que não apenas o logos era subjacente a tudo e mantinha tudo. Foi além disso. Afirmou que nada seria feito, criado, se não fosse pelo logos.

     

    E em todo o capítulo 1 do seu evangelho, apropriando-se da teoria de Heráclito, expõe quem Deus Filho é:

    - A vida estava no logos;

    - O logos estava no mundo;

    - O mundo foi feito por intermédio do logos;

    - Mas o mundo não conheceu o logos;

    - O logos veio para o que era seu, mas os seus não o receberam;

    - Mas a todos quantos receberam o logos, ele, o logos, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus;

    - O logos se fez carne, habitou entre os homens e foi visto a Sua glória e era uma glória como a do Pai.

    Com essa introdução, João identificava-se com a cultura popular de sua época. E, com isto, conseguia ser entendido. A partir daí apresentava a Jesus como o logos que os gregos procuravam. Heráclito afirmou que “deveria” existir uma “razão universal” subjacente a tudo. João respondeu quem seria essa razão, Jesus Cristo, que se fez homem, habitou entre nós, deu-nos o poder de sermos filhos de Deus, fez o mundo e trouxe vida sendo Ele próprio a vida.

     

    Ao logos de João, toda a glória,

     

     

    05 May

    NÃO HÁ NADA PARA ALÉM DE DEUS

    Tales Messias

     

     

    Sou memória viva disso! Sou testemunha presencial e existencial dessa verdade!

     

    Vivi pouco...mas o suficiente para experimentar construções rápidas em minha vida e falências de áreas que todos afirmam serem áreas vitais de nossa vida.

     

    Vivi dos 17 aos 30 anos experimentando as grandes construções na minha vida. Foram 13 anos aprendendo a ser líder. Inicialmente numa igreja local. Com o tempo, e com a natural expansão de um trabalho dedicado – que interpretamos como sendo ação de Deus – o trabalho deixou de ser local para ser conhecido regionalmente. A esta altura, já pastor de uma grande igreja, tinha uma agenda cheia. Eram convites locais e regionais. Nas principais igrejas do Estado e do Nordeste.

     

    Nesse tempo me casei. Mas, com o passar dos anos meu ministério foi engolindo minha vida familiar. Já não tinha finais de semana. Já não tinha tempo para mim mesmo. Meus estudos eram feitos pensando apenas naquilo que precisaria pregar. Não era apenas por devoção.

     

    Tornei-me coordenador Regional de uma instituição conhecida mundialmente, que visa alcançar os jovens. Com essa coordenação, mais ainda minha agenda foi tornando-se mais preenchida...e cada vez mais isso tornava-se veículo desintegrador de minha família. E de mim mesmo.

     

    Para um jovem sonhador...visionário...como sempre fui, enchi-me de esperança. De uma energia indizível de que seria possível despertar toda uma geração para vivenciar um evangelho que sempre sonhei. Vi enormes milagres...centenas de jovens descobrindo o evangelho e a si mesmos.

     

    A essa altura, enquanto viajava para pregar...enquanto retornava de uma pregação... sentia meu coração mudando. Começava a perceber que as oportunidades também eram motivo de uma perda pessoal de humanização. Comecei a relativizar muitas coisas. Precisei compartilhar um ministério adoecido com outros líderes da antiga igreja onde pastoreei. E, em favor da irmandade, comecei a ter que negociar mentiras, enganações, inverdades, motivações desvirtuadas, necessidades patológicas, manipulações travestidas de autoridade pastoral. Precisei compartilhar isso...e percebi que no compartilhar disso fui adoecendo também meu coração.

     

    A essa altura, como fruto de uma vida extremamente ativista, perdi completamente a priorização da família. Sim, perdi. Mas, pregava avidamente sobre a necessidade de se prioriza-la. Sim, fiz isso pois é possível continuar pregando o verdadeiro Evangelho mesmo estando no estado em que estava. É possível continuar subindo nos púlpitos e despertando pessoas mesmo estando no estado em que estava. É possível ser usado por Deus mesmo que no intimo eu soubesse exatamente como eu estava. É possível realizar eventos mesmo que íntimo eu notasse estranhas e imensas mudanças.

     

    Isso porque é possível viver-se exteriormente intacto, transmitindo felicidade realização e estando-se, porém, apaticamente descrente e desmotivado. É possível esconder-se o coração tendo-se uma capa religiosa e, mais ainda, contando-se com o esmalte da liderança...com a maquiagem de ser líder. Até porque toda amizade que eu desfrutava na liderança daquela igreja mostrou-se futuramente sendo nada mais do que relacionamento trabalhista. Todo sorriso, toda amizade, toda expressão diabolicamente emitida de fidelidade e amor, soava-me verdadeiro mas, por fim, mostrou-se como sendo apenas expressões mercadológicas de pessoas que “precisam” de um trabalhador, de mão de obra em sua empresa-igreja, de uma engrenagem em seu sistema que ele comanda. Assim eram as imaginadas amizades que pensei ter dentro daquilo que chamava de equipe pastoral daquela igreja.

     

    Diante de todo esse quadro interno, pessoal, veio a febre de uma doença já estabelecida a muito na alma e no coração. Vieram, finalmente, os sinais daquelas coisas que já existiam residindo em meu coração.

     

    Vieram as falências. Ou melhor, vieram as falências factualmente palpáveis. O maior desses sinais foi a separação de minha esposa – consequentemente de minha filhinha. Saí desses meus ministérios. Com isso, enfrentei o desemprego e as perdas financeiras. Perdi – ou melhor – separei-me daqueles que eram meus “amigos” mas que depois os descobrimos apenas amigos de seu antigo bom nome. Perdi meu bom nome pois de uma dia para o outro você passa de homem de Deus a marginal, se você cai em determinados pecados escolhidos como capitais pela igreja. Perdi a paz interna. Perdi o direito de andar na rua sem que, ao ser reconhecido, precisasse enfrentar o menear de cabeças e o desprezo de quem me visse. Perdi a sensação de pertencimento a alguma casa, pois a esta altura, separado, já não me sentia em casa nem na minha antiga casa, bem como não conseguia sentir-me em casa onde passei a morar – na casa de meus pais. O sentimento era de um eterno peregrino, visitante, sem que aquela sensação de lar retornasse em mim. Por isso, meu eterno refugio em meu quarto ou minha insistente necessidade de estar na rua – devido à minha infante agitação interna. Perdi a maioria de meus amigos pastores pois de um lado alguns – que declaravam amizade – mostraram-se mais amigos das instituições que defendiam pois, como qualquer líder institucional, guardam dentro de si a doença da auto-preservação. Do outro lado, surgiram os oportunistas, que viram na minha saída e vergonha como oportunidade de crescimento para eles próprios. Vieram os ataques diários, os trotes constantes por telefone com o fim apenas de xingar-me copiosamente, os e-mails anônimos em conluio com a atividade satânica da acusação. A vida existencial encontrou um caos interno. A ponto de residir em mim um desejo suicida. Algo obssessivamente encrostrado em minha alma. Como quando, por duas noites, passei-as sentado em minha cama, com um revólver em punho, já carregado, dialogando com Deus e comigo mesmo, perguntando-me “por que não termino tudo isso aqui mesmo. Em minutos de agonia. Que seria apenas um alongamento de todas as dores que já existiam constantemente em minha vida desde que todas as falências vieram.”.

     

    Nesse estágio de existencialismo, onde tudo o que se havia construído não apenas se desconstrói mas, também, revela-se como coisas falíveis, frágeis, incapazes de preencher a alma, factíveis, vazias em sua essência no sentido em que divulgam uma mensagem que ela mesma não é capaz de sustentar diante de suas ações, parciais pela instituição e não pelo ser humano pois diante de qualquer ameaça à preservação de cada uma delas nega-se a pessoa – mesmo que esse tivesse sido chamada de amigo durante tanto tempo – a fim de que se “salve” a instituição. Quando chega-se e experimenta-se um momento como esse, um sentimento inevitável gruda-se em sua mente:

    - “Quanta perda de tempo enquanto dedicava-me prioritariamente a coisas que em si mesmas, quando priorizadas, tem poder de destruí-lo.”

     

    Mas, como um ser oculto que se movimenta no escuro sem que você o veja, algo em nosso coração, paralelamente a todas as amargas lembranças e imenso vazio existencial experimentado pelas falências, começa a se mover, em silêncio... como um espírito movendo-se. Enquanto todos se afastam, amigos, companheiros e até família – refiro-me a parentes, pois pais e irmãos continuaram caminhando comigo de perto – e o quarto escuro passa a ser seu único local onde chamamos depreciavelmente de lar, de forma mais sensível – como nunca antes – imaginamos o olhar de Deus para nós e este, diferente do que toda a multidão imagina que seja, não é olhar de raiva e decepção. É olhar de compaixão e misericórdia. De alguém que esta enxergando nosso mais íntimo sentimento de vergonha, culpa, decepção e de alguém que sente dores físicas em suas entranhas...literalmente.

     

    “Não fosse o Senhor, eu já não seria.”, diz o salmista. A partir disso, desse redescobrimento de como Deus nos vê, de como ele nos enxerga, de como ele nos aceita mesmo que tenhamos perdido quase tudo, vemos que, por fim, sobra ele. Notamos que, para além de Deus, nada mais existe. Notamos que apenas nEle subsistimos. Que nada...absolutamente nada ... substitui e pode arvorar-se a substituir o amor de Deus por nós. Que apenas em Deus pode-se ter segurança quanto ao futuro e vida. Que unicamente nEle a vida pode ser vivida tendo-se um sentido substancialmente capaz de experimentarmos deleite e satisfação mesmo que não estejamos fazendo absolutamente coisa nenhuma. Descobre-se que apenas descobrimos quem somos quando nos vemos perdidamente salvos em Deus. Descobrimos que apenas entendemos quem de fato somos quando ficamos nus, vulneráveis, expostos a todo sentimento negativo e, mesmo assim, sentimos uma mão nos guiando em meio a todo um caos labirinticamente capaz de nos encher de imenso sentimento de insegurança e incertezas quanto ao futuro. Após nos vermos nesse momento, enxergamos a nós mesmos. Nesse momento, Deus nos abraça. E faz em nós, e conosco, algo que nenhum de nossos antigos amigos – gente que nossa mente passou a considerar como inimigo tal qual é a secura que se instalou em nós – foi capaz de fazer e criar. E Deus, apenas Ele, por sua Graça, pela essência-amor que possui, vai nos reconstruindo. Dessa vez, não mais iludidos com as vaidades e ilusões de antes, dessa vez não mais com sentimento de segurança em coisas, instituições e pessoas que sabemos que não podem preencher-nos e nem satisfazer nossa alma. Dessa vez Ele nos preenche dando apenas a si mesmo. Enchendo-nos dEle próprio. Com o tempo, sem que sintamos – pois é silente e sutil – vemos nosso coração mudando novamente. Nos abrimos ao perdão. Conseguimos amar de novo. Refazemos laços antes partidos – como, por exemplo, os laços com minha esposa novamente e milagrosamente refeitos. Consideramos nossos reconhecidos “falsos amigos” apenas como “falsos amigos” e não mais como inimigos. E os perdoamos por notar que toda maldade realizada pelo homem é fruto daquilo que somos em essência: pecadores. E voltamos a viver a vida. Só que agora muito mais sensíveis às mudanças de nosso coração, muito mais alertas aos possíveis encantos que podem se apresentar para nós em nossa caminhada e que, mesmo parecendo ser algo bom, tem poder de, a longo prazo, destruir nosso foco principal de caminhar amando a Deus acima de qualquer outra coisa e de nada mais na vida considerarmos como sendo mais encantador do que estar nos braços de Deus. Coisas que antes cantávamos. Coisas que antes ouvíamos ser ditas na igreja que freqüentei. Mas coisas que nunca foram verdade em quem dizia e em mim que ouvia.

    Passamos a caminhar olhando para o chão, humildes. Não tristes. Apenas humildes por saber quem somos. Passamos a caminhar batendo no peito e dizendo à nossa alma: sou pecador. Perdoado por Deus. Por isso, toda virtude provém dEle. Daí em diante, caminhamos sem poder mais controlar para onde vamos e sem saber precisar de onde viemos. Passamos a viver controlados pelo Espírito e dispondo o nosso espírito para ser monitorado, diagnosticado e tratado pelo Espírito de Deus. Porque finalmente entendemos que, para além de Deus, nada mais há, nada mais existe. Nem nós. Apenas nos encontramos, existimos e subsistimos nele.