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22 August DEUS PODE...Autor: desconhecido
Quando o sonho se desfaz, Deus reconstrói; Quando se acabam as forças, Deus renova; Quando é inevitável conter as lágrimas, Deus dá alegria; Quando a maldição é certa, Deus transforma em bênção; Quando parecer ser o final, Deus dá novo começo; Quando a aflição quer persistir, Deus nos envolve com a paz; Quando faltam as palavras, Deus sabe o que queremos dizer; Quando tudo parece se fechar, Deus abre uma nova porta; Quando você diz: não vou conseguir, Deus diz: 'Não temas, pois estou contigo'; Quando o coração é machucado por alguém, Deus é quem derrama o bálsamo curador; Quando só há morte, Deus nos faz persistir; Quando a noite parece não ter fim, Deus faz nascer o amanhecer; Quando caímos num profundo abismo, Deus estende sua mão; Quando tudo é dor, Deus dá o refrigério; Quando o calor da provação é grande, Deus dá a sombra da sua presença; Quando o inverno parece infinito, Deus traz o verão; Quando não existe mais fé, Deus diz: acredita; Quando estamos a um passo do inferno, Deus nos dá a direção do céu; Quando não temos nada, Deus nos dá tudo; Quando alguém diz que não somos nada, Deus nos diz que somos mais que vencedores; Quando difícil se torna o caminhar, Deus nos carrega no seu colo 13 August CRIANÇAS: ENSINEM AOS PAISTales Messias (Texto veiculado pelo Jornal do Commercio, no dia 12/08/07, na Coluna Religiões)
Ontem estive num supermercado. Além de compras, aprendí sobre a vida. É impressionante como lugares tão comuns podem, inusitadamente, caso sensíveis estejamos, nos ensinar lições melhor aprendidas do que em universidades. A cena era deprimente e extremamente inadequada para tal lição: terminado as compras fui à fila. Indescritivelmente longa. Refletí que opções teria para evitá-la: mudar de supermercado, procurar outras filas.. Todas as possibilidades foram frustradas. Na fila ao lado, duas crianças dentro de um carrinho... e a mãe. Elas, nem um pouco cansadas. Estavam tranqüilas. Sorridentes. Meu cansaço foi-se. Ali, olhando pra elas, o tempo passou...lembrei de minha filhinha, lembrei de minha infância, apenas observei -as e me enxerguei sorrindo ao vê-las brincar. Só que a vida, quando vivida em plenitude, tem poder de influenciar os que já vivem sem vida. É a “Vida Severina” a qual refere-se João Cabral. É contagiante.. Acaba por inflamar os que vivem sem aparente vida. Foi o que aconteceu. Primeiro com um senhor. Na minha frente. Antes moribundo, enfezado, irritado com a demora...contagiou-se com a vida. Aos poucos foi entretendo-se com as crianças até tornar-se amigo, parecendo ser quase da família tal era a intimidade e liberdade das crianças com ele. Ele retribuiu. Sorriu muito. Virou ridículo aos olhos dos chamados “adultos”. Tornou-se o fabricante de brinquedos para elas. Um inventor. Fez de tudo e elas adoraram. A essa altura, o contagio deflagrou-se. Atingiu uma senhora. Carrancuda. Religiosa. Pelo tipo de roupa se notava isso e também pelos dizeres. Saia longa. Cabelos presos. Sorriu para as crianças. Elas retribuíram. Jogaram a “bola bexiga” para ela. Ela jogou de volta. Em minutos, as crianças formaram um “time” de voleibol, do lado esquerdo da minha fila. A senhora, sozinha, o outro time, do lado direito. A rede? Os carrinhos na fila. As crianças riam, gritavam. A senhora séria? Tornou-se uma igual. Ela ria, gritava: “vai, vai”. Reclamava quando as crianças paravam de jogar. Suava muito. Acredite: ela pulava como jogadora cortando sobre a rede. Literalmente pulava! Foi impressionante observá-la. Mas, decepcionante também. Pensam vocês que essas reflexões que agora escrevo me sobrevieram no momento? Não.Enganam-se. Pois no momento eu estava travestido de adulto. E, como tal, sério fiquei. Duas horas de espera. Fui ao Caixa, paguei e fui embora. Só horas depois as reflexões vieram... a vergonha também... de ver que tornara-se um adulto igual.Pois acabamos por gostar daquilo que nos ensinam a desejar. Nós falamos da forma socialmente aceitável. Nós nos portamos de forma que não nos tornemos “ridículos”. Para sermos bem vistos, aplaudidos ou, no mínimo, tidos como um comum, um “normal”. Qual o problema disto? Só em fazermos esta pergunta nos deparamos com a insensibilidade característica dos adultos. Ou não é problema percebermos que a maioria das crianças pequenas riem (assim como minha filhinha) ao terem contato com uma borboleta e os adultos as matam ou espantam sem nem a perceberem? Ou não é problema vermos as crianças pequenas admirando as flores, até do próprio jardim, enquanto nem as notamos mais ? Talvez o que nos deixaram como legado do que é ser adulto seja apenas uma sombra do que é a vida. Será que não há uma forma de sermos adultos-crianças? Será que precisamos ser o que somos? Será que não podemos conciliar chinelo e sapato? Sorvete e negócios? Escritório e praia? Computador e Vídeo Game? Flores e pen drive? Borboletas e Excell? Talvez assim consigamos ter vida. E não apenas vislumbres dela. E não apenas “surtos” surpreendentes quando pegos de surpresa com o contagio das crianças. Talvez assim. Crianças, lhes peço: nos ensinem a como terminar a vida como aqueles dias iniciais, quando tudo era surpresa e descoberta. Qual pássaro recém-saído da gaiola. Pois nossa tendência é retornar a ela. Nos ensinem. O que quero ser quando crescer? Um adulto... um pai, como já o sou...mas que me lembre que o Mestre nos ensinou que “das crianças é o Reino dos Céus” e que precisamos recebê-LO como as crianças. 06 August TODAS AS COISAS MESMO?Tales Messias
“Todas as coisas cooperam, conjuntamente, para o bem daqueles que amam a Deus...”.
Mesmo, quando criança, caí e me machuquei nas brincadeiras? Mesmo, quando criança, sofri muita rejeição na escola, pelos amigos? Mesmo, quando criança, chorei por me perder da minha mãe? Mesmo, quando pré-adolescente, sofri tentativa de abuso sexual por um adulto? Mesmo, quando pré-adolescente, fui assaltado por um grupo de uns sete assaltantes, abalando-me emocionalmente? Mesmo, quando adolescente, sofri escárnio e zombaria por causa de meu temperamento diferente e introvertido? Mesmo, quando adolescente, chorei quando do término de alguns namoros? Mesmo, quando jovem, fui reprovado em algumas provas? Mesmo, quando jovem, convivi com a insegurança ao passar por um assalto em nossa casa onde quatro assaltantes “renderam” toda a nossa família nos “dopando” com drogas? Mesmo, quando jovem, reconheci ter tomado decisões profissionais erradas? Mesmo, quando jovem, me vi rodeado de calúnias por me doar numa vocação e ministério infrutíferos e elitistas? Mesmo, quando jovem, vi minha filha sair morta, sem pulso nem respiração, de cor arroxeada, no parto e, após ressuscitada, enfrentar uma UTI durante vários dias e, ainda, enfrentar meses de imenso sofrimento e dúvidas quanto ao futuro? Mesmo, quando jovem, novamente, saí fisicamente ferido por tantas pancadas de revólver na cabeça após um assalto na porta de casa, com minha esposa e filha presentes e com imensas perdas emocionais e financeiras? Mesmo, quando jovem, me lancei num pecado absurdo e que trouxe absurdas dores em tantas pessoas? Mesmo, quando jovem, vi o completo desespero e depressão baterem em minha porta ao enxergar a completa patologia em que a igreja estava mergulhada ? Mesmo, quando jovem, fui obrigado a calar-me diante de tantas ofensas, calúnias, mentiras e traições de amigos a que fui submetido? Mesmo, quando jovem, descobri traição e mentiras daquela com quem partilhava sentimentos?
Como tudo isso operou conjuntamente para o bem?
É que hoje, ainda jovem, mas não tanto mais, já “não falo, não ajo e não penso mais como menino...deixei para trás as coisas próprias de menino” e, com isso, um pouco mais adulto – mas ainda no caminho – entendi que o que permanece são a fé, a esperança e o amor. Sendo o amor o maior destes.
Ou seja, aprendi o AMOR após enfrentar o desamor, a traição e os medos. Após eu mesmo ser causador também de tudo isso.
Aprendi a AMAR os que erram após errar com quem me amava e a receber amor de quem não merecia.
Aprendi a AMAR os que me ofenderam e me traíram mesmo tendo que passar por longo caminho de perdão e vontade de esbofetear um a um.
Aprendi a ter fé distante da igreja e dos religiosos. Enxerguei a Deus sem a mistura das lentes distorcidas e opacas da religião e dos religiosos. E, ao enxergá-lo, encontrei seus próprios olhos a me fitarem com olhar de perdão e graça sobre mim.
Aprendi a ter esperança, pois vi e vejo que Deus, do nada, do que restou, de onde já reinava desesperança, Ele refaz tudo. Traz vida do pó da terra. Traz ordem e criação do caos. Cria um exército de homens de um amontoado de ossos bem secos. Recria e cria a partir do nada.
Só quem ama a Deus e vê os fatos aleatórios da vida de forma conjunta, pois se vê como em uma história e na história, vê Deus nas entrelinhas dos acontecimentos. Enxerga-o entrelaçando, costurando, tecendo nossas profundezas – emocionais e espirituais – quando nenhum dia como “adulto” ainda tínhamos vivido. Porém, com isso não acho que Deus quis que esses fatos acontecessem em minha vida. Nem quero entrar na discussão se esses acontecimentos – e muitos outros – foram vontade permissiva ou ativa de Deus na minha vida. Isso é uma discussão para o terreno estéreo dos teólogos de gabinete. Falo aqui de minha própria vida. E de como ela sempre esteve mergulhada no Amor e na ação de Deus mesmo eu tendo estado em fases deliberadamente distantes da ação dEle. Mas mesmo lá Ele me encontrou. Pois, como diz o salmista, “Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita de guiará e me susterá.”.
Enfim, o que quero dizer é... que como um tecido é entrelaçado pelos finos fios, imperceptíveis por vezes, de uma linha. E esta, mesmo sendo sutil, é capaz de dar firmeza, contorno e utilidade a este tecido, da mesma forma, Deus trabalhou e trabalha em minha vida. Por vezes, muitas vezes mesmo, não O vi. Pensei estar só. E chorei sentindo solidão e total abandono.
Quem exercita olhar para sua história, com olhos de fé e análise, percebe Deus se interpondo nas fases da vida. Trabalhando, sutil e silente, qual um Espírito. Moldando-nos para nos tornarmos um dia mais adultos na fé, na mente e nas emoções. Quem faz esse exercício vê Deus até nos momentos que julgamos “ruins” e piores. Não que Deus quisesse tais situações. Mas, sua ebulição interna em nossa vida nunca cessou.
Meu desafio, para você e para mim: olhar para a história como quem quer ver e encontrar a Deus. Para isso, primeiro, precisamos amá-lo. Pois só quem O ama, enxerga que todas as coisas, conjuntamente, cooperaram – e continuarão a cooperar - para o bem.
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